Foto Mariana Amorim

O vai e vem é constante e intenso entre o Terminal de Passageiros da Parangaba - um dos maiores da cidade -, a estação do metrô ao lado e o bicicletário em frente. Cerca de 25 mil pessoas passam pelo intermodal por dia. O primeiro espaço da cidade a unir os três meios de transportes foi inaugurado em 2012, junto com a estação de metrô da Parangaba. E, desde estão, tem causado mudanças na região.

 

IR E VIR: uma Parangaba
de muitos modais

Com a inauguração da estação de metrô, em 2012, o bairro foi o primeiro da cidade a ter um intermodal. As opções de locomoção causaram mudanças no entorno

Quem chega ao terminal e deseja ir ao metrô, precisa sair do espaço, pela passagem de pedestre, e andar até à estação situada no quarteirão seguinte. Não é um percurso longo. É necessário apenas atravessar a rua. O único problema é que, para chegar à estação, é necessário passar pela entrada e saída de ônibus do terminal. Em horário de pico, é uma aventura fazer isto a pé.

A estação possui um espaço amplo e arejado no térreo. A entrada, situada na Avenida Carlos Amora, tem uma galeria comercial que ainda está fechada. Segundo informações da assessoria de imprensa do Metrô de Fortaleza, MetroFor, ainda não há uma previsão de funcionamento

 

Ao lado dos guichês onde se compra o bilhete de acesso estão dois grandes mapas com as linhas e as estações do metrô de Fortaleza. A passagem tem o mesmo valor da de ônibus.

 

Apesar de inaugurada em 2012, a estação passou por um período de teste. As bilheterias só começaram a funcionar efetivamente em 2014. No início, o bilhete era de papel e era necessário um operador nas catracas. O processo foi substituído posteriormente, com a implantação de catracas eletrônicas, permitindo o uso dos bilhetes eletrônicos. Foi possível, assim, aos usuários, a utilização do Bilhete Único, permitindo a integração com os demais modais de transporte de Fortaleza e região metropolitana, utilizando apenas uma passagem.

Acho que isso não vai funcionar tão cedo”, comenta Maria Aparecida, ambulante que trabalha próximo ao local.

Aqui sempre teve um trânsito ruim por causa dos ônibus, né? Mas, agora, tá pior porque é gente demais, comenta o moto taxista Francisco Alves, em um ponto próximo à passarela que dá acesso ao terminal.

A estação de metrô faz ligação entre a linha vermelha, sul, e a linha roxa do Veículo Leve sobre Trilhos - VLT: Parangaba-Mucuripe, inaugurada no primeiro semestre de 2017. Dividida em duas grandes plataformas, a estação elevada foi concebida com o objetivo de trazer uma linguagem mais moderna e é a primeira da cidade que possibilita o acesso às duas linhas.

Utilizando materiais como metal e vidro, a estação se diferencia das outras estruturas em concreto ao longo do percurso. A cobertura é formada por um grande teto de metal, apoiado em vigas. A paisagem vista do alto da plataforma tem como fundo a lagoa da Parangaba.

 

Foto Mariana Amorim
Bilhete do Metrô
Entrada da Estação
Área de embarque

Já para a estudante Valéria Chaves, a integração permite que ela venha até o terminal da Parangaba de bicicleta e possa pegar o metrô até a faculdade, na Avenida da Universidade.

 

Moro ali perto do Castelão. Mas, como sou autônoma e trabalho vendendo produtos de beleza, preciso visitar clientes em outros bairros. Aí, para chegar ao Benfica (shopping) é rapidinho de metrô. E só pago uma passagem”, reconhece a empresária Ana Lúcia.

É muito mais rápido, sabe? E tá sempre cheio. As pessoas realmente usam”, complementa Valéria.

Foto Mariana Amorim

O comercio, o terminal e o entorno

Outro grande fator que levou às significativas mudanças na região foi a inauguração do Shopping Parangaba em novembro de 2013. O empreendimento – localizado em frente ao terminal - conta com 230 lojas, divididas em três pisos. E, na época, gerou cerca de 2 mil empregos diretos. Com isso, o fluxo de pessoas que passaram a ter a necessidade de se locomover até o local, multiplicou.

 

Em 2015, segundo informações publicadas pelo portal O Povo Online, por conta do aumento considerável de fluxo na região, 15 novas linhas de ônibus foram criadas com acesso ao terminal da Parangaba. Além disso, em 2014, o Shopping Parangaba inaugurou uma passarela que dar acesso à Avenida Dr. Silas Munguba e ao terminal.

 

A estrutura permite o ingresso direto ao Piso L2 do shopping. O empreendimento é único do Estado com acesso a diferentes modais de transporte público. O terminal da Parangaba instalou uma bilheteria, no piso superior do terminal, para atender aos usuários da estrutura.

Para Valdir Alencar, dono de uma loja dentro do terminal de passageiros, a ligação entre metrô, ônibus e shopping melhorou até nas vendas.

 

Antes, o fluxo era muito menor. Agora, tem gente sempre passando por aqui. Até o segundo piso aumentou”, comenta.

Logista Valdir Alencar

Tem essas ferinhas de artesanatos que ajudam nas vendas também. E o terminal tá bem melhor. Mais seguro, organizado... tem até internet”, finaliza Valdir.

O segundo piso do terminal de passageiros dispõe de uma galeria de lojas – com toda a variedade de produtos – e uma ampla praça de alimentação, onde é possível avistar a estação.

LINHA DO TEMPO

Para a construção da estação elevada foi necessária uma mudança importante na região. É que a atual estação foi construída em cima da segunda linha férrea de Fortaleza. A estrutura original é de 1873 e foi reconstruída em 1927. O prédio, que atualmente é sede do Centro de Referência em Direitos Humanos do Estado do Ceará, foi tombado em 2008. No mesmo ano da construção da Linha Sul.

Na época, o então governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins optaram por rebaixar a estrutura original da linha férrea em 3,5 metros e elevar a linha do metrô. A medida foi tomada para preservar o equipamento histórico e evitar sua demolição. A obra durou cinco meses, onde foi priorizada a manutenção da estrutura do prédio, bem como seus traços arquitetônicos. Hoje, no local, é oferecido serviço de assistência social e jurídica para os moradores das comunidades do entorno.

 

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Este hotsite, Partiu Metrô?, é resultado do trabalho final da disciplina Projeto em Mídias Convergentes - 2017.2, com orientação do professor Miguel Macedo, do Centro Universitário 7 de Setembro (Uni7).

As reportagens são dos estudantes Amanda Cavalcanti, Iury Medeiros, Mairla Freitas, Mariana Amorim, Natasha Lima, Paulo Mesquita e Rafaelly Leal. A direção de arte é de Naélio Santos. CONFIRA DETALHES!

© Fortaleza 2017. PROJETO PARTIU METRÔ

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